No período chuvoso, a falta de estrutura expõe os
trabalhadores a riscos maiores e evidencia o completo descaso com a
dignidade e a saúde laboral
O Sindicato dos
Trabalhadores em Serviços Portuários nos Terminais Públicos, Privativos e
Retreportuários nos Estados do Pará e Amapá (SINDIPORTO PA/AP), entidade que
representa os trabalhadores portuários e os funcionários da Companhia Docas do
Pará (CDP), divulgou um boletim denunciando a situação precária da portaria do
Porto de Vila do Conde, no Pará.
Segundo o sindicato,
a condição de absoluta precariedade no posto não é novidade. Trata-se de um
problema antigo, reiteradamente denunciado pelo SINDIPORTO, que somente começou
a ser enfrentado após a atuação firme da entidade sindical e a interdição da
portaria pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), diante
das condições indignas impostas aos trabalhadores.
Passado quase um ano
desde o início da reforma, a obra segue inacabada, sem qualquer solução
concreta apresentada pela empresa. Enquanto isso, os trabalhadores continuam
submetidos diariamente a transtornos, insegurança e condições inadequadas de
trabalho.
O cenário torna-se ainda mais grave no período chuvoso, quando a falta de estrutura expõe os trabalhadores a riscos maiores, e evidencia o completo descaso com a dignidade e a saúde laboral.
Outro problema histórico que permanece sem solução é a pavimentação das vias do Porto de Vila do Conde (PVC). A licitação destinada à execução da obra foi impugnada e o processo retornou para nova instrução e elaboração do termo de referência, o que, na prática, representa mais atraso, abandono e prejuízos aos trabalhadores que convivem diariamente com vias deterioradas, lama, poeira e dificuldades de acesso.
Diante da gravidade
da situação, na última quinta-feira, 14 de maio de 2026, o SINDIPORTO levou as
demandas ao gerente de engenharia, cobrando providências imediatas e efetivas.
Na ocasião, o gerente informou que estaria pessoalmente em Vila do Conde no dia
seguinte para verificar a situação e apurar as soluções necessárias.
Também ficou
agendada para ontem (19) uma reunião entre o SINDIPORTO e a GEENGE para tratar
dessas e de outras demandas estruturais que são de responsabilidade direta da
gerência.
Além disso, o
sindicato informou que voltou a acionar a SRTE, requerendo a intervenção
urgente da fiscalização do trabalho para garantir condições mínimas, dignas e
adequadas aos trabalhadores — obrigação que, segundo a entidade, a empresa
insiste em negligenciar.
O SINDIPORTO afirma
que seguirá firme na luta, fiscalizando, denunciando e cobrando providências
concretas até que os trabalhadores tenham o respeito, a segurança e a estrutura
que merecem.
Denúncias frequentes
O modo como a
Companhia Docas do Pará administra os portos paraenses destoa da realidade
observada em diversos portos do país, aonde, nos últimos anos, vêm sendo
realizados investimentos em infraestrutura, tecnologia e segurança.
Nossa página há anos
denuncia o descaso com as condições de trabalho e o não cumprimento de exigências
relacionadas ao ISPS Code.
Histórico de denúncias e problemas:
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