Droga foi localizada em cinco bolsas impermeáveis
dentro do sea chest; embarcação havia passado pelo Porto de Santos e seguiria
para a Itália
A
Polícia Federal (PF) apreendeu, na quinta-feira (17), 140 quilos de cocaína
durante uma fiscalização em uma embarcação localizada na área de fundeio do Porto
de Vitória, no Espírito Santo.
Segundo
a PF, a ação foi desencadeada a partir de análise de risco relacionada ao
transporte internacional de drogas. A embarcação, de bandeira das Bahamas,
havia chegado ao Espírito Santo procedente do Porto de Santos (SP) e seguiria
viagem com destino à Itália.
Durante
a fiscalização, policiais federais realizaram uma inspeção subaquática no casco
da embarcação. Na vistoria, foram identificados sinais de possível manipulação
recente em uma das grades de proteção da chamada caixa de mar (sea chest), o
que levou os agentes a aprofundarem a inspeção.
No
compartimento foram encontradas cinco bolsas impermeáveis contendo, ao todo,
140 quilos de cocaína. A caixa de mar fica localizada no casco e é utilizada
para a captação de água destinada ao sistema de refrigeração dos motores da
embarcação.
A
droga foi encaminhada à Superintendência da Polícia Federal, onde será
submetida a perícia. De acordo com a corporação, as investigações continuam
para esclarecer como o entorpecente foi inserido na embarcação, identificar os
responsáveis e apurar a origem e o destino da carga.
Até
a divulgação da nota oficial da PF, não havia informação sobre prisões relacionadas
diretamente à apreensão.
Caso semelhante no Espírito Santo
A
apreensão ocorre em um contexto no qual as autoridades capixabas já
identificaram, anteriormente, cargas de cocaína acondicionadas para eventual
transporte marítimo.
Em 2
de abril de 2025, a Polícia Militar do Espírito Santo apreendeu 1.393,894
quilos de cocaína em uma marina localizada no bairro Perocão, em Guarapari. Na
mesma ocorrência, foi localizado um fuzil AR-15. Um homem que estava no local
foi detido e encaminhado à Polícia Federal.
Segundo
a PMES, a droga estava acondicionada em bolsas impermeáveis e equipadas com
alças, característica que, de acordo com o então comandante-geral da
corporação, coronel Douglas Caus, é comumente associada ao transporte marítimo
de drogas.
Na
época, informações repassadas pela polícia indicavam suspeita de que a carga
pudesse estar relacionada ao tráfico internacional, mas essa conclusão dependia
da investigação.
Os
dois episódios têm uma característica em comum: a utilização de estruturas ou
acondicionamentos preparados para o ambiente subaquático. No caso mais recente,
entretanto, a investigação ainda precisa determinar onde e quando a droga foi
colocada no navio e quem participou da operação.
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