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sábado, 10 de outubro de 2026

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PF DEFLAGRA OPERAÇÃO CONTRA O TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS NO PORTO DO RIO DE JANEIRO

 

Investigação começou após a apreensão de 1,2 tonelada de cocaína em contêiner com carga de café destinada à Alemanha

Investigação começou após a apreensão de 1,2 tonelada de cocaína em contêiner com carga de café destinada à Alemanha; ação desta quarta-feira ocorreu em Minas Gerais

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na quarta-feira (7), a segunda fase da Operação Off-Grade Coffee, que investiga um esquema de tráfico internacional de drogas por meio de cargas de café destinadas à exportação. A ação teve como objetivo aprofundar as apurações sobre a atuação do grupo e o possível descumprimento de medidas judiciais impostas na primeira fase da operação.

Nesta etapa, os policiais federais cumpriram um mandado de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão no município de Manhuaçu, em Minas Gerais. A ação contou com o apoio do 11º Batalhão da Polícia Militar mineira.

Apreensão deu origem à investigação

A investigação começou após a apreensão de aproximadamente 1,2 tonelada de cocaína, em junho de 2025, em um contêiner carregado com sacas de café que tinha a Alemanha como destino.

Segundo a Polícia Federal, as apurações identificaram indícios de que o grupo utilizava operações comerciais de exportação de café para dissimular o envio de entorpecentes ao exterior.

Os investigadores também apontaram o uso de empresas de fachada registradas em nome de terceiros e de operações financeiras destinadas a ocultar a origem dos recursos ilícitos.

Primeira fase ocorreu em maio

A primeira fase da Operação Off-Grade Coffee foi deflagrada em 7 de maio de 2026, com o cumprimento de três mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo. Na ocasião, outros investigados também foram submetidos a medidas cautelares, incluindo restrições de contato e de deslocamento.

De acordo com a Polícia Federal, mesmo após as medidas judiciais determinadas naquela etapa, os investigados teriam mantido as práticas criminosas e adotado mecanismos para contornar os bloqueios de bens. Essa suspeita motivou o aprofundamento das investigações na segunda fase.

Investigação continua

Os investigados poderão responder, conforme a participação individual de cada um e as provas reunidas, por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e outros delitos que eventualmente sejam identificados.

A Polícia Federal não divulgou, na nota oficial consultada, os nomes dos alvos da segunda fase nem detalhes sobre eventuais apreensões de veículos, celulares, computadores ou valores nessa etapa.


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