Central de Comando e Controle conta com videowall e
estações integradas para acompanhamento das áreas monitoradas
A Companhia das
Docas do Estado da Bahia (CODEBA), Autoridade Portuária responsável pelos
portos públicos de Salvador e Ilhéus, reforçou as ações de segurança para a
temporada de cruzeiros 2026/2027, que começa em 7 de outubro.
Na temporada
2025/2026, os portos públicos baianos, administrados pela CODEBA, registraram
80 escalas de navios de cruzeiro.
Segundo a CODEBA, para
o ciclo 2026/2027, a expectativa é de que aproximadamente 179 mil passageiros
desembarquem nos portos de Salvador e Ilhéus ao longo dos próximos seis meses.
O aumento da circulação de passageiros e tripulantes exige a adoção de medidas
de planejamento e segurança nos terminais.
Em Salvador, a
temporada começa com a chegada do World Odyssey, em 7 de outubro. A primeira
escala de um dos grandes navios da temporada está prevista para 12 de novembro,
com o MSC Divina. Em Ilhéus, a programação começa em 10 de novembro, com a
chegada do AIDAsol.
Tecnologia
Para apoiar as
atividades de segurança nos terminais, a CODEBA utiliza uma solução
desenvolvida pela empresa baiana IPQ, que integra câmeras inteligentes,
recursos de inteligência artificial e uma Central de Comando e Controle.
Segundo a Autoridade
Portuária, a plataforma permite o acompanhamento, em tempo real, das áreas
abrangidas pelo sistema. A tecnologia também é utilizada nas atividades
rotineiras do complexo portuário, além de ser empregada durante períodos de
maior movimentação, como a temporada de cruzeiros.
O diretor de
Infraestrutura e Gestão Portuária da CODEBA, Luiz Humberto Lisboa Castro,
destacou que os investimentos realizados nos últimos anos contribuíram para a
estrutura de recepção dos navios de passageiros.
“O planejamento do
receptivo envolve todo um esquema de segurança, com uso de lanchas de patrulha,
monitoramento por drones e equipamentos como raio X e detectores de metais. Na
temporada 2025/2026, a Bahia concentrou o maior número de escalas da região, o
que exigiu a integração dos sistemas tecnológicos para ampliar a capacidade de
resposta da Guarda Portuária (GPort) sempre que necessário”, afirmou.
Além do atendimento
aos navios de passageiros, a solução é utilizada no acompanhamento de outras
atividades portuárias. De acordo com a CODEBA, a cobertura inclui áreas de
movimentação de cargas, acessos, setores administrativos e áreas próximas às
embarcações, permitindo o acompanhamento de diferentes fluxos de pessoas,
veículos e mercadorias.
O diretor de
Operações do Grupo IPQ, Heitor Galvão, explicou que a plataforma também pode
ser integrada a bases de dados utilizadas pelos órgãos de segurança pública.
“Durante a operação dos cruzeiros, o sistema
pode ser integrado às bases de dados da segurança pública para apoiar a
identificação de pessoas com registros de interesse das autoridades. Já nas
atividades de carga, as câmeras inteligentes auxiliam na observação das áreas
de contrabordo, contribuindo para a identificação de situações de risco durante
embarques e desembarques”, explicou.
Monitoramento integrado
A Central de Comando
e Controle conta com videowall e estações de trabalho equipadas com telas
integradas, permitindo o acompanhamento das imagens produzidas pelo sistema de
monitoramento.
Segundo a CODEBA, a
plataforma também dispõe de mecanismos de alerta que podem sinalizar
ocorrências à central e às equipes responsáveis, contribuindo para agilizar a
identificação e o atendimento das situações detectadas.
A estrutura inclui
ainda pontos de comunicação de emergência distribuídos pelo complexo portuário.
“Segundo a IPQ, a
plataforma pode ser integrada a bases de dados de segurança pública e gerar
alertas a partir de correspondências identificadas pelo sistema. As informações
geradas devem ser avaliadas pelas equipes responsáveis antes da adoção de
eventuais medidas.”
A tecnologia
permanece em operação durante todo o ano e, segundo a CODEBA, contribui para o
monitoramento das atividades do complexo portuário, especialmente nos períodos
de maior circulação de passageiros e visitantes.
O sistema funciona
como ferramenta de apoio ao monitoramento e à gestão das ocorrências, enquanto
a avaliação dos alertas e as medidas operacionais permanecem sob
responsabilidade das equipes e autoridades competentes.
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