Investigação começou após a apreensão de 1,2 tonelada de
cocaína em contêiner com carga de café destinada à Alemanha
Investigação começou
após a apreensão de 1,2 tonelada de cocaína em contêiner com carga de café
destinada à Alemanha; ação desta quarta-feira ocorreu em Minas Gerais
A Polícia Federal
(PF) deflagrou, na quarta-feira (7), a segunda fase da Operação Off-Grade
Coffee, que investiga um esquema de tráfico internacional de drogas por meio de
cargas de café destinadas à exportação. A ação teve como objetivo aprofundar as
apurações sobre a atuação do grupo e o possível descumprimento de medidas
judiciais impostas na primeira fase da operação.
Nesta etapa, os
policiais federais cumpriram um mandado de prisão preventiva e dois mandados de
busca e apreensão no município de Manhuaçu, em Minas Gerais. A ação contou com
o apoio do 11º Batalhão da Polícia Militar mineira.
Apreensão deu origem à investigação
A investigação
começou após a apreensão de aproximadamente 1,2 tonelada de cocaína, em junho
de 2025, em um contêiner carregado com sacas de café que tinha a Alemanha como
destino.
Segundo a Polícia
Federal, as apurações identificaram indícios de que o grupo utilizava operações
comerciais de exportação de café para dissimular o envio de entorpecentes ao
exterior.
Os investigadores
também apontaram o uso de empresas de fachada registradas em nome de terceiros
e de operações financeiras destinadas a ocultar a origem dos recursos ilícitos.
Primeira fase ocorreu em maio
A primeira fase da
Operação Off-Grade Coffee foi deflagrada em 7 de maio de 2026, com o
cumprimento de três mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e
apreensão nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e São
Paulo. Na ocasião, outros investigados também foram submetidos a medidas
cautelares, incluindo restrições de contato e de deslocamento.
De acordo com a
Polícia Federal, mesmo após as medidas judiciais determinadas naquela etapa, os
investigados teriam mantido as práticas criminosas e adotado mecanismos para
contornar os bloqueios de bens. Essa suspeita motivou o aprofundamento das
investigações na segunda fase.
Investigação continua
Os investigados
poderão responder, conforme a participação individual de cada um e as provas
reunidas, por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico,
lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e outros delitos que eventualmente
sejam identificados.
A Polícia Federal
não divulgou, na nota oficial consultada, os nomes dos alvos da segunda fase
nem detalhes sobre eventuais apreensões de veículos, celulares, computadores ou
valores nessa etapa.
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