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terça-feira, 8 de setembro de 2026

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FISCALIZAÇÃO DA RECEITA FEDERAL E DO IBAMA APREENDE 13,3 TONELADAS DE MADEIRA PROTEGIDA NO PORTO DE SANTOS

Segundo a Receita Federal, carga declarada como eucalipto continha espécie nativa do Brasil submetida a controle internacional

A Receita Federal do Brasil (RFB) atuou, em 25 de agosto de 2026, na fiscalização que resultou na apreensão de 13,3 toneladas de madeira da espécie Dalbergia decipularis no Porto de Santos, no litoral de São Paulo.

De acordo com a Receita Federal, a carga continha Dalbergia decipularis, espécie nativa do Brasil conhecida popularmente como sebastião-de-arruda. A espécie está relacionada ao Apêndice II da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES), o que implica controle do comércio internacional para evitar que a exploração comercial comprometa sua sobrevivência.

A fiscalização foi realizada a partir de trabalho de inteligência da Receita Federal, que identificou indícios de divergência entre a mercadoria declarada e o conteúdo efetivamente transportado.

Na Declaração Única de Exportação (DU-E), a carga havia sido declarada como madeira serrada de Eucalyptus grandis. Durante a fiscalização, no entanto, os servidores encontraram madeira da espécie protegida misturada ao carregamento.

Ibama

A operação contou com o apoio técnico do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Uma perícia realizada pelo órgão ambiental identificou e caracterizou a espécie encontrada na carga.

Após a confirmação da irregularidade, a empresa exportadora foi autuada pelo Ibama. Segundo as informações divulgadas sobre a operação, o órgão ambiental apreendeu 13.343 quilos de Dalbergia decipularis, que ficaram sob sua custódia, enquanto 11.085 quilos de eucalipto foram retidos pela Receita Federal.

De acordo com o Ibama, a carga foi avaliada em R$ 4,3 milhões. Durante a ação, o órgão ambiental também aplicou multa de R$ 6,68 milhões.

A atuação conjunta entre os órgãos de fiscalização busca reforçar o combate aos ilícitos ambientais relacionados ao comércio internacional de espécies submetidas a controle e contribuir para a preservação da biodiversidade.

Programa de capacitação

A ação ocorreu no contexto de iniciativas de capacitação e cooperação relacionadas ao combate aos crimes contra a fauna e a flora, entre elas o Programa LEAP (Law Enforcement Assistance Programme), programa conduzido pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

A iniciativa promove capacitação de agentes públicos para a identificação e investigação de crimes relacionados à fauna e à flora, além de estimular a cooperação entre instituições responsáveis pela fiscalização e repressão de ilícitos ambientais.


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