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CONPORTOS DIVULGA EDITAL DA 25ª EDIÇÃO DO CURSO ESPECIAL DE SUPERVISOR DE SEGURANÇA PORTUÁRIA

O período de inscrição será de 30 de abril de 2026 a 20 de maio de 2026, sem prorrogação A Comissão Nacional de Segurança Pública nos Port...

segunda-feira, 11 de maio de 2026

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REMESSAS DE COCAÍNA APREENDIDAS NO PORTO DE SANTOS DIRECIONADA A PORTOS ITALIANOS


A Itália ocupa o sexto lugar em número de operações e o sétimo em quantidade apreendida com remessas destinadas principalmente ao Porto de Gioia Tauro

Localizado no estado de São Paulo, no sudeste do Brasil, o Porto de Santos é o maior porto da América do Sul. Abrange mais de 9 quilômetros quadrados distribuídos ao longo de 16 quilômetros de cais em ambas as margens de um canal navegável que separa as cidades de Santos e Guarujá. Portanto, embora seja conhecido como Porto de Santos, suas instalações multiuso se estendem pelos municípios de Santos, Guarujá e Cubatão, incluindo 55 terminais entre áreas primárias e secundárias.

Em 2024, o porto movimentou 179,8 milhões de toneladas de carga, das quais 59,9 milhões de toneladas foram conteinerizadas, equivalente a 5,5 milhões de TEUs – unidades equivalentes a vinte pés , uma medida padrão de volume de contêineres. Com um intenso fluxo diário de mais de 7.000 caminhões, quase 9.000 contêineres e 15 navios, o Porto de Santos foi responsável por 29% dos US$ 600 bilhões do comércio exterior brasileiro, conectando a economia nacional a mais de 200 países e 600 portos (Autoridade Portuária de Santos, 2025a; 2025b). Nesse sentido, é um dos principais portos de entrada e Rota de saída da América do Sul, tanto para mercadorias legais quanto para tráfico ilícito.

Na última década, o Brasil consolidou sua posição como o principal país de partida da cocaína proveniente da região andina e destinada à Europa (UNODC, 2022). A droga é importada por terra ou ar diretamente de países produtores, como Bolívia, Peru e Colômbia, ou indiretamente pelo Paraguai, que serve como um centro de trânsito. Um corredor particularmente estratégico, conhecido como a chamada “rota do caipira”, consiste nas fronteiras do Brasil com a Bolívia e o Paraguai, com rodovias que levam diretamente ao Porto de Santos (Abreu, 2018). De lá, a cocaína de alta pureza na forma de cloridrato é enviada por via marítima para destinos em todo o mundo.

As apreensões de cocaína no Porto de Santos aumentaram significativamente em 2016, quando 10.622 kg foram detectados – quase 1.000% a mais do que no ano anterior. Uma das explicações mais frequentemente citadas é que, naquele ano todos os contêineres com destino a portos europeus começaram a ser escaneados. Esse volume continuou a crescer até atingir o pico em 2019, quando as apreensões totalizaram 27.053 kg, antes de começar a declinar a partir de 2023.

Apreensões de cocaína no porto de Santos

Segundo dados da Alfândega de Santos, entre o início de 2016 e o ​​final de 2025, 345 operações resultaram em apreensões. Em média, foram realizadas 35 operações por ano, com 417 kg apreendidos por operação. As remessas tinham como destino 68 portos em 50 países distribuídos por quatro continentes. No geral, 86% desses países estavam na Europa, seguidos pela África (16%), Ásia (8%) e, nos casos mais recentemente, Oceania (2%), com dados que incluem tanto portos de transbordo quanto portos de destino final. Os cinco principais países, tanto em número de operações quanto em quantidades apreendidas, foram Bélgica, Espanha, Holanda, Alemanha e França. Os três principais destacam-se claramente: 110 operações envolveram remessas para a Bélgica, 74 para a Espanha e 50 para os Países Baixos, totalizando 57.766 kg, 32.559 kg e 20.048 kg de cocaína, respectivamente. O porto belga de Antuérpia, os portos espanhóis de Algeciras e Valência e o porto holandês de Roterdã foram os mais frequentemente detectados.

A Itália ocupa o sexto lugar em número de operações e o sétimo em quantidade apreendida. Foram registadas 18 apreensões, totalizando 5.428 kg de cocaína, com remessas destinadas principalmente ao porto de Gioia Tauro (10), bem como a Vado Ligure (2), Génova (1), Livorno (1) e outros portos não identificados (4). Estes casos ilustram uma variedade de modos operacionais, incluindo tanto a infiltração em rotas comerciais legítimas como a criação de rotas legais dedicadas ao tráfico de cocaína. A maioria das cargas foi colocada em contêineres, com a cocaína escondida dentro ou fora da carga; no entanto, também houve casos de mergulhadores inserindo-a em compartimentos submersos de cascos de navios.

Remessas de cocaína apreendidas no Porto de Santos direcionadas a portos italianos

Entretanto, a importância da ligação ítalo-brasileira não se limita a remessas enviadas diretamente entre os dois países, já que centros de trânsito também são utilizados. Por exemplo, em setembro de 2018, uma apreensão de 1.195 kg foi realizada no Porto de Santos. As drogas estavam escondidas dentro de rolos de tratores com destino ao Porto de Abidjan, na Costa do Marfim. As investigações culminaram na operação internacional.

Um de seus capítulos mais recentes foi escrito em João Pessoa, no nordeste do Brasil, onde Rocco Morabito foi identificado em 2021. Preso no Uruguai em 2017, ele fugiu dois anos depois, tornando-se um dos membros mais procurados da 'Ndrangheta.

Como se descobriu, Morabito estava na companhia de Vincenzo Pasquino, também foragido. Pasquino havia chegado ao Brasil no mesmo ano da prisão de Morabito no Uruguai e trabalhava em estreita colaboração com a família Assisi, assumindo o papel de principal intermediário após a prisão do pai e do filho. Segundo a PF, todos tinham ligações com o PCC (Jozino, 2021). A diferença crucial é que, uma vez extraditado para a Itália em 2024, Pasquino decidiu cooperar com a justiça. Após décadas de vida mafiosa, após sua filiação à 'Ndrangheta Volpiano, em 2011, ele se tornou um pentito (colaborador da justiça), quebrando o código de silêncio pela primeira vez e revelando detalhes sobre as atividades da 'Ndrangheta em Gioia Tauro e sua conexão com o PCC em Santos, bem como outras operações criminosas na Itália e no Brasil (Godoy, 2024).

Por esse motivo, as autoridades italianas e brasileiras também chegaram a um acordo sem precedentes de estabelecer equipes conjuntas permanentes de investigação com base nas informações fornecidas por Pasquino.

Este último capítulo, embora não seja definitivo — visto que, até onde sabemos, Pasquino já foi substituído por outro intermediário —, representa um dos mais significativos até o momento.

Acredita-se que seu depoimento possa desencadear processos de desmantelamento dos esquemas da 'Ndrangheta, semelhantes aos produzidos na Cosa Nostra pelas confissões de Tommaso Buscetta ao juiz Giovanni Falcone na década de 1980. Com base no que foi revelado por Don Masino, como Buscetta era conhecido, após sua prisão no Brasil em 1983, foi possível contar a história da máfia siciliana no país (Demori, 2016). A história da 'Ndrangheta, no entanto, ainda está por ser escrita. O que já está claro é que o PCC fará parte disso, e que dois nomes aparecerão em suas linhas de abertura: Gioia Tauro e Santos.

Dada a influência da máfia calabresa sobre o primeiro e da facção paulistana sobre o segundo, a conexão ítalo-brasileira desembarcará nesses portos, mesmo com a integração de rotas cada vez mais diversificadas em seus itinerários.

Autor/Fonte: GabrielPatriarca - Diario di Bordo - Pág 78



* Esclarecemos que a a publicação é de inteira responsabilidade do autor e do veículo que a divulgou. A nossa missão ao republicar é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.  O espaço está aberto para a manifestação das pessoas e empresas citadas nesta reportagem.     

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”TEMOS INVESTIMENTO BAIXÍSSIMO EM INTELIGÊNCIA E MÃO DE OBRA”, AFIRMA CONSULTORA SOBRE SEGURANÇA NO PORTO


A Tribuna entrevista delegada aposentada da PF e ex-coordenadora da Cesportos, Luciana Fuschini

A grande experiência de Luciana Fuschini na área da segurança é responsável por credenciá-la para falar sobre o tema. Delegada aposentada da Polícia Federal (PF), ela exerceu as funções de chefe da Delegacia da PF em Santos e foi coordenadora da Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Cesportos).

Atualmente, além de consultora na área de segurança, Luciana atua como conselheira de administração na Autoridade Portuária de Santos (APS). Nesta entrevista para A Tribuna, ela aborda problemas e sugere soluções envolvendo o setor, em especial no Porto de Santos.

A senhora foi a primeira mulher a ocupar a delegacia da Polícia Federal aqui em Santos. É uma responsabilidade que fica para a vida?

Sim, algumas coisas que a gente faz ao longo da vida, que vão pavimentando caminhos para outras pessoas, acabam ficando. Quando você chega primeiro, é algo solitário, não tem ninguém te esperando. Tudo é muito novo e diferente. Isso aconteceu várias vezes na minha vida. Quando eu coordenei a Cesportos no estado de São Paulo, em 2018, também fui a primeira mulher.

Agora, na diretoria da Soamar (Sociedade Amigos da Marinha), também fui a primeira mulher. Foram caminhos que a gente foi pavimentando.

O ramo portuário ainda segue sendo muito masculino. Essas suas conquistas inspiram outras mulheres?

Com certeza. Tem muitas mulheres que chegam e falam que se inspiraram, o quanto foi bom eu ter mostrado os caminhos. Não acho que o meio seja machista, é uma questão objetiva: o Porto começou com estivadores carregando sacos, era algo ligado à força. Era um ambiente mais masculino no qual foi, aos poucos, sendo inserida a questão de logística. Agora tem até estivadora, que opera a máquina. Acho que as mulheres que entram estão se dando muito bem.

As características dos homens e das mulheres são complementares. Com a sua experiência de 21 anos como delegada PF, o que mudou na segurança dos portos?

Tivemos um avanço muito grande na parte de ISPS Code, que é uma certificação internacional de segurança no porto, que entrou a partir de 2019, com força de lei federal. A partir desse momento, começou a se cobrar os terminais e, virando obrigatório, a régua aumentou bastante.

Os terminais passaram a se adaptar e a segurança deu uma boa elevada. Dá para perceber em estatísticas o impacto que isso teve. E, fora isso, o avanço da tecnologia, a inteligência artificial (IA) está crescendo exponencialmente essa parte tecnológica.

O que pode ser feito para minimizar as ocorrências envolvendo segurança nos portos, em especial em Santos?

Hoje, para um terminal ser certificado, tem que ter um estudo de avaliação de risco e o plano de segurança feito para mitigar aqueles riscos que foram detectados. Se os terminais tiverem aquela maturidade de segurança e eles seguirem exatamente o que está proposto nos planos deles, a gente já está em um patamar muito elevado. São os supervisores de segurança, obrigatórios em todos os terminais portuários, que verificam essa situação do ISPS Code e fazem algo chamado Roip, que são os Registros de Ocorrência de Incidente de Proteção.

Serve para uma investigação. Hoje você tem barreira perimetral virtual, tem vídeo analítico, várias camadas de segurança, análise preditiva com IA. Isso tudo eleva o nível.

Os portos ainda são rotas essenciais para o tráfico de cocaína, basta ver as apreensões constantes.

Os traficantes têm muito dinheiro, criatividade e tempo para achar rotas e maneiras alternativas. Gosto muito de gráficos porque, com eles, você consegue enxergar bastante coisa. É possível ver, ao longo dos anos, o que houve. Nem sempre quando o número de apreensões diminui, significa que as coisas estão dando certo. Às vezes, é uma mudança de rota ou de modus operandi. E o que acontece: a polícia e os órgãos de segurança estão sempre um passo atrás. Então, quando se analisa um gráfico, tem se levar tudo em consideração. Tivemos aqui uma GLO (Garantia da Lei da Ordem, com intensificação no patrulhamento militar) no Porto de Santos (entre novembro de 2023 e junho de 2024) e isso (apreensões) diminuiu naquele período. Mas o que eu percebi foi um aumento no número de ocorrências nos portos do Nordeste e do Norte, que ainda tem um nível de maturidade de segurança um pouco menor.

O investimento em inteligência tem que ser ainda maior?

Não tenho dúvida. Hoje, a gente tem um investimento baixíssimo, não só em inteligência, mas em mão de obra. O número de servidores está muito aquém. O aparelhamento também. Por exemplo, aqui no Porto de Santos a gente tinha uma lancha, vamos receber outra. Mas se essa que tem quebra? Como o maior porto do Hemisfério Sul tem esse grau de estrutura? Não pode ser assim. Precisamos olhar e ver a magnitude de como isso impacta o País e a economia, que passa pelo Porto de Santos. Os salários também são menores do que outras carreiras. Estamos encolhendo e acaba acontecendo o impacto da falta de atratividade. Tudo isso tem que ser levado em consideração e analisado de cima para baixo do Governo, para poder investir nesses profissionais. O pessoal trabalha meio na raça. Às vezes falta dinheiro para gasolina na viatura, não pode fazer uma diária. Por várias vezes eu tirei a diária do bolso para receber meses depois. Não é justo. Temos um Núcleo de Polícia Marítima (Nepom) que está completamente aquém, não só no Porto de Santos.

Está prevista a construção de um novo prédio da PF na Ponta da Praia. O quanto ele será importante para melhorar o trabalho?

Eu me sinto muito à vontade em falar sobre isso, porque foi a minha gestão que conseguiu de volta aquele terreno. No atual prédio da Polícia Federal, não tem estacionamento suficiente para as viaturas. O prédio é precário. Isso tem até um impacto psicológico para o crime organizado. Se há uma estrutura mais imponente com viaturas, lanchas, aquilo causa um impacto. É importante que você esteja com todo o aparato e com a visão para tudo ali no Porto e no futuro aeroporto, além da saída rápida da lancha por ali.

A futura mudança do Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, administrado pelo Concais, para o Valongo vai ser importante para a segurança do Porto?

Embora ele tenha sido bem construído, uma instalação nova já nasce com uma estrutura ainda mais pensada, também com os órgãos de segurança, dentro da maturidade no assunto que temos hoje, e integrando os órgãos intervenientes que já atuam conjuntamente. A nova localização também ajuda nisso, saindo um pouco da, digamos, confusão do Porto. Vai ser interessante essa mudança.

O que a Cesportos já fez e pode continuar fazendo em termos de mudanças e incrementos ligados à segurança?

Na época em que eu estive lá, uma das coisas nas quais eu mais batia era a integração do público com o privado. Não adianta cada um discutir isoladamente. A gente trabalha integrado, um precisa do outro. Por exemplo, se você dobrar o número de toneladas de movimentação, você não tem a estrutura dos órgãos públicos na mesma proporção. Quando vai se tomar qualquer tipo de decisão, precisa envolver todos esses órgãos para poder ver o impacto. É o efeito em cadeia. Puxei muito essa integração do público com o privado e ela continua hoje rendendo bons frutos. Tenho batido nisso também dentro do Conselho de Administração (Consad) do Porto de Santos.

A Cesportos tem que ter um papel mais atuante?

Ela tem hoje um papel mais atuante. Antigamente não tinha tanto, mas foi encorpando e hoje as pessoas veem a importância. Costumo dizer que a segurança não é um setor, ela permeia tudo. Quando uma empresa contrata alguém, tem que ver quem está contratando. Hoje, o crime organizado cria empresas de fachada, pagando todos os impostos e colocando o preço lá embaixo. O setor de compras vai lá e a contrata porque ela está, formalmente, toda correta. E, na verdade, está contratando o crime organizando para ele ter acesso ao terminal e aos navios.

Embora não tenha ligação direta com a Polícia Federal, haverá daqui a alguns anos o túnel imerso Santos-Guarujá. Como analisá-lo sob o ângulo da segurança?

Ele tem um impacto na segurança. Se a mobilidade do cidadão de bem vai ser maior, a do crime também. É outro aspecto que eu sempre converso: quando sair, tem que haver toda essa questão do aspecto da segurança, com inteligência artificial e uma série de coisas. Ou seja, o que tem nas cidades inteligentes, como detectar pessoas procuradas. Tem que fazer a maior blindagem possível para não se tornar um meio facilitador para o crime ao invés de só um meio de mobilidade dos cidadãos. É por isso que eu falo que tudo passa pela segurança. É um dos aspectos que a gente tem que ver sempre que tomamos decisões dentro ou fora do Porto.

Autor/Fonte: Ted Sartori / A Tribuna - Santos



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sábado, 9 de maio de 2026

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HOMEM É DETIDO APÓS INVADIR PORTO DE VITÓRIA E ANDAR EM TELHADOS DE CASAS


Suspeito chegou a se jogar de telhado em cima de um carro e precisou ser socorrido

Um homem foi detido pela polícia por duas vezes no mesmo dia, no último sábado (02), em Vitória. Primeiro, por invadir uma área restrita no Porto de Vitória durante a madrugada e, pela manhã, por andar em cima de telhados de casas e quebrar um carro.

De acordo com informações da Polícia Militar, o suspeito chegou a invadir uma embarcação no Porto de Vitória, onde acabou detido. Horas depois, foi visto em surto andando sobre casas e se jogou em cima de um veículo estacionado, sendo novamente detido.

Invasão à embarcação no Porto de Vitória

Na primeira ocorrência, segundo a Guarda Portuária, o suspeito de 36 anos invadiu um perímetro de segurança no Cais Comercial do Porto de Vitória e entrou em uma embarcação sem autorização na madrugada de sábado (02).

Os guardas disseram que ele apresentava comportamento agressivo e resistente e a Polícia Militar foi acionada para prestar apoio. O homem precisou ser contido e detido com algemas. Ele, então, foi encaminhado à Delegacia Regional de Vitória.

Depois dos trâmites, o suspeito foi liberado ao assinar um termo circunstanciado.

Danos a telhados de imóveis e a um carro

Horas depois, na manhã de sábado (02), ele foi visto em situação de risco, andando sobre telhados de casas no bairro Horto, em Vitória, próximo à delegacia.

A Polícia Militar voltou a ser acionada para a nova ocorrência envolvendo o homem. Segundo a PM, ele apresentava sinais de surto e comportamento agitado, danificando os imóveis e colocando em risco sua integridade física e a dos moradores da região.

Os policiais disseram que tentaram negociar com o homem, mas ele acabou se lançando do telhado de uma das casas e caiu em cima de um veículo estacionado.

Segundo a PM, durante a ocorrência, foram registrados danos a imóveis e ao veículo, e uma das vítimas manifestou interesse em representar criminalmente.

Os militares relataram que precisaram do uso de força moderada para conter o suspeito. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Estadual de Urgência e Emergência São Lucas. Após atendimento médico, foi conduzido mais uma vez à Delegacia Regional de Vitória.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito foi novamente liberado após assinar outro termo circunstanciado, por se tratar de crime de menor potencial ofensivo. Ele se comprometeu a comparecer em juízo e irá responder por violação de domicílio e dano ao patrimônio.

Autor/Fonte: Enzo Bicalho Assis / Folha de Vitória *Com informações da repórter ThainaraFerreira, da TV Vitória/Record


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