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| Foto: Divulgação Polícia Civil |
Conhecido como 'Portuga' ou 'Benfica',
homem
era procurado após condenação definitiva. Ele já havia sido preso em 2017.
A Polícia Civil do
Estado de São Paulo prendeu, na última terça-feira (25), em Santos, Leandro
Teixeira de Andrade, conhecido como “Portuga” ou “Benfica”. Ele é condenado por
tráfico internacional de drogas em processo relacionado ao Porto de Santos e é
apontado pela Polícia Civil como integrante de uma estrutura criminosa ligada
ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A captura foi
realizada por policiais da 2ª Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes
(DISE) do DEIC de Santos.
O mandado de prisão
foi expedido pela 5ª Vara Federal de Santos, em novembro do ano passado.
Segundo as informações policiais, havia pena remanescente de oito anos e nove
meses, em regime fechado.
Investigação
As diligências para
localizar o condenado foram realizadas no âmbito de investigações sobre a
atuação do crime organizado na Baixada Santista.
Segundo a Polícia
Civil, Portuga é conhecido nos meios policiais e teria mantido relações com
traficantes da região. A corporação também aponta uma ligação dele com André de
Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap, no processo decorrente das
operações Hulk e Oversea.
Ainda de acordo com
a investigação, antes de se tornar procurado, Portuga teria exercido influência
sobre pontos de venda de drogas no Morro do Jabaquara e na região do Rádio
Clube, em Santos.
Após a condenação,
segundo os investigadores, ele teria passado a adotar medidas para dificultar
sua localização, entre elas o uso de documentos falsos e de imóveis destinados
a locações de curta duração.
O trabalho de
inteligência, com cruzamento de informações, levou os policiais até um
apartamento na Avenida Epitácio Pessoa, no bairro Aparecida, em Santos. Segundo
a Polícia Civil, as diligências indicaram que o imóvel era utilizado pelo
procurado.
“Dificilmente, ele
saía. Mas os policiais, através de análises e, principalmente, do confronto de
informações de informática, conseguiram chegar até o apartamento onde o
procurado se encontrava”, afirmou o delegado Leonardo Rivau.
Com base nos
elementos reunidos durante a investigação, a Polícia Civil representou pela
expedição de mandado de busca e apreensão. Segundo o relatório policial, havia
informações de que o condenado continuaria mantendo contatos relacionados ao
tráfico de drogas na região.
Prisão
Durante o
cumprimento da ordem judicial, os policiais localizaram Portuga no apartamento.
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| Momento em que Portuga foi preso em um apartamento em Santos - Foto: Divulgação Polícia Civil |
Segundo a Polícia
Civil, foram apreendidos uma porção de substância em pó, posteriormente
identificada preliminarmente como cocaína, US$ 4 mil em espécie, aparelhos celulares,
um caderno com anotações, roupas de serviço portuário de dois terminais e um
veículo.
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| Dois uniformes de terminais portuários foram apreendidos - Foto: Divulgação Polícia Civil |
O caderno continha
anotações referentes a diferentes substâncias químicas. Segundo os
investigadores, o material será analisado para verificar sua eventual relação
com a atividade criminosa investigada.
A Polícia Civil
informou que, diante do material localizado e dos demais elementos reunidos na
ocorrência, a autoridade policial reconheceu uma nova situação de flagrante por
tráfico de drogas.
Portuga recebeu voz
de prisão e foi indiciado, em tese, pelo crime previsto no artigo 33 da Lei nº
11.343/2006 (Lei de Drogas).
Durante o
interrogatório, segundo a polícia, ele permaneceu em silêncio e se recusou a
fornecer material para exame grafotécnico.
“Agora, vamos
aprofundar as investigações sobre todo o material apreendido e eventuais
conexões com outros integrantes do tráfico”, afirmou Luiz Carlos do Carmo,
diretor do Deinter 6.
Condenação anterior
Portuga já havia
sido preso em 2017.
Segundo informações
constantes do relatório da investigação, decisão da 5ª Vara Federal de Santos
condenou, em 2015, Leandro Teixeira de Andrade e outros cinco réus em processo
relacionado ao tráfico internacional de drogas.
Na ocasião, segundo
o documento policial, Portuga era o único dos condenados que estava preso,
enquanto os demais foram considerados foragidos e tiveram seus nomes incluídos
na lista da Interpol.
Entre os condenados
estava André de Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap.
André do Rap foi
colocado em liberdade em outubro de 2020 por decisão do então ministro do
Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello, em decisão relacionada à prisão
cautelar. Posteriormente, ele voltou a ser alvo de medidas judiciais e
permanece foragido, segundo informações divulgadas pelas autoridades.
Novo procedimento
Além do cumprimento
da pena decorrente da condenação definitiva, Portuga permanece à disposição da
Justiça em razão do novo procedimento instaurado após a prisão em flagrante.
Os materiais
apreendidos serão submetidos a análise pericial e poderão subsidiar as
investigações destinadas a esclarecer sua eventual relação com outros envolvidos
e com os fatos investigados.
O que diz a defesa
O advogado Felipe
Pires de Campos, que representa Leandro Teixeira de Andrade, informou que a
prisão decorreu da condenação em processo da Justiça Federal.
Segundo o defensor,
a autoridade policial entendeu que os objetos encontrados no imóvel
possibilitariam uma nova prisão em flagrante por tráfico de drogas. A defesa
informou que analisa o procedimento instaurado e avaliará as medidas jurídicas
cabíveis.
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