Guarda Portuária (GPort) conta com setor de trânsito que, entre as
atribuições, promove palestras de conscientização
A dinâmica do
tráfego de caminhões é fundamental para o funcionamento do Porto de Santos, o
maior do Hemisfério Sul. No entanto, em um cenário de milhares de infrações
aferidas pela Polícia Militar Rodoviária (PMR) - de 105,6 mil autos de infração
no ano passado nas principais rodovias que atendem a região – a responsável
pela gestão do cais santista também reforça sua atenção ao tema.
Para a Autoridade
Portuária de Santos (APS), por possuir jurisdição sobre as vias do porto
organizado, realiza periodicamente campanhas educativas e, porintermédio da
Guarda Portuária, operações de fiscalização com bloqueio de via (blitz),
inclusive com o uso de etilômetros, com o objetivo de conscientizar os condutores
sobre os riscos de dirigir alcoolizado.
“A maior parte das
autuações é motivada por imprudência, como ultrapassagem de semáforos
vermelhos, ou simples desrespeito às leis de trânsito, como estacionamentos
irregulares, que são somadas ao uso de celulares, falta de cinto de segurança e
retorno, ou conversão proibida”, explica a APS, em nota.
A estatal reforça
que “a autuação tem caráter educativo, mas com o intuito de preservar a
segurança viária e a conscientização dos condutores”.
Queda dos sinistros
De acordo com a
Autoridade Portuária, a Guarda Portuária (GPort) é importante em um contexto de
fiscalização das irregularidades dos caminhões que trafegam pelo Porto de
Santos. Tanto que possui um Setor de Trânsito que, entre sua satribuições,
“promove palestras de conscientização para o público interno e externo e
monitora os sinistros de trânsito, para identificação dos locais que possuem
maior índice”.
Além disso, de
acordo com a APS, diversos veículos são fiscalizados nas vias portuárias e esse
trabalho é mais intensificada onde há controle de acesso ao cais.
São verificados
documentos de porte obrigatório pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) ou
específicos, de acordo com a carga ou outra condição que exija, como transporte
de produtos perigosos.
Como resultado, em
2025, foi registrada uma queda de 30% nos acidentes de trânsito. O percentual
de ocorrências fatais de trânsito no Porto, em relação ao total, foi de 0,71% -
no Estado foi de 5,29%; e na Baixada Santista 5,01%, sendo que em Guarujá, o
índice foi de 4,25% e em Santos, de 2,28%.
A APS lembra, ainda,
que o trânsito portuário recebe diariamente cerca de 15 mil caminhões e 50 mil
pessoas, e circulam cerca de 1 milhão de pessoas na temporada de cruzeiros. E
essa grande movimentação se dá em vias de características operacionais, que
possuem um cenário que difere muito do trânsito urbano e rural, pois há
interação ininterrupta entre caminhões, veículos leves, bicicletas, ônibus,
trens, maquinários, veículos com excesso de dimensão ou carga excedente, linhas
férreas, e obras, entre outros itens.
No último domingo, A
Tribuna publicou que a GPort, na área da Poligonal do Porto, fiscalizou no ano
passado 444 veículos, com 136 autuações e 37 guinchamentos. Em 22 casos, a
Carteira Nacional de Habilitação (CNH) estava vencida, era de categoria
diferente ou o motorista não tinha posse do documento; outras 44 possuíam
Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) vencido; 87 tinham
Certificado de Inspeção para o Transporte de Produtos Perigosos (CETPP) vencido
ou não comprovado; 54 possuíam Certificado de Inspeção para o Transporte de
Produtos Perigosos (CIPP) e/ou Certificado de Inspeção Veicular (CIV) vencido
ou sem comprovação. Além disso, 32 estavam com exame toxicológico vencido.
Conscientização
A APS informa que
participa em conjunto com o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) da
campanha “Maio Amarelo”, que tem por objetivo conscientizar os condutores sobre
a segurança viária, o respeito às leis de trânsito e a valorização da vida.
“Nessa campanha, os
veículos são abordados, recebem materiais informativos e orientações das
equipes de agentes de trânsito da Guarda Portuária. Sem contar que, regularmente,
são realizadas ações de educação, capacitação de agentes ou fiscalização, em
conjunto com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Agência
Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Instituto Brasileiro de Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além da Operação RegulAR,
ação conjunta de fiscalização entre a Gerência de Meio Ambiente da APS e a
Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), com o objetivo de verificar
os índices de emissão de poluentes dos veículos”, explica a estatal.
A campanha garante
que visa conscientizar e fiscalizar condutores quanto à importância da
manutenção preventiva para reduzir a emissão de fumaça preta e melhorar a
qualidade de vida na cidade.
Série
Essa é a segunda
reportagem da série especial de cinco publicações que abordam a situação dos
caminhões que acessam o Porto de Santos sob a ótica dos diversos entes
envolvidos no ecossistema portuário. Elas começaram a ser publicadas no último
domingo.
Situação é semelhante nos portos do Paraná
Outro importante
corredor de exportação do Brasil, o Porto de Paranaguá, no Paraná, também lida
com as infrações de caminhões que trafegam por lá. Para se ter uma ideia, em
2025, o pátio de triagem do porto paranaense recebeu mais de 507 mil caminhões.
O local conta com
330 mil metros quadrados e mil vagas de estacionamento, é responsável pela
organização, classificação e direcionamento dos granéis sólidos vegetais que
são enviados aos terminais e, posteriormente, embarcados em navios.
De acordo com a
Portos do Paraná, que administra o complexo portuário, são feitas blitz e
quinzenais no pátio de triagem, na área portuária e até no cais. Nessas ações,
os agentes de segurança conferem as condições dos veículos, a velocidade empregada
nas vias, as documentações exigidas e fazem orientações sobre trânsito seguro.
Também é aplicado o teste do etilômetro (bafômetro).
“Além das ações já
citadas, que atingem os motoristas externos, a Portos do Paraná realiza
campanhas constantes sobre segurança no trânsito, principalmente durante o Maio
Amarelo. Ainda sobre as fiscalizações, a Autoridade Portuária, em sua área de
atuação, verifica o uso do cinto de segurança, as condições dos pneus e do
veículo de modo geral, a documentação do veículo e do condutor e a permissão
para trafegar dentro do porto. Na faixa do cais também há orientações constantes
para o respeito ao limite máximo de velocidade, que não pode exceder 30 km/h”.
A empresa Portos do
Paraná reforça, ainda, que “todos os portuários passam por treinamento antes de
acessar o cais, para evitar qualquer problema de segurança e que incentiva o
uso de veículos em boas condições de conservação e funcionamento”.
Outro importante
corredor de exportação do Brasil, o Porto de Paranaguá, no Paraná, também lida
com as infrações de caminhões que trafegam por lá. Para se ter uma ideia, em
2025, o pátio de triagem do porto paranaense recebeu mais de 507 mil caminhões.
O local conta com
330 mil metros quadrados e mil vagas de estacionamento, é responsável pela
organização, classificação e direcionamento dos granéis sólidos vegetais que
são enviados aos terminais e, posteriormente, embarcados em navios.
De acordo com a empresa
Portos do Paraná, que administra o complexo portuário, são feitas blitze
quinzenais no pátio de triagem, na área portuária e até no cais. Nessas ações,
os agentes de segurança conferem as condições dos veículos, a velocidade empregada
nas vias, as documentações exigidas e fazem orientações sobre trânsito seguro.
Também é aplicado o teste do etilômetro (bafômetro).
“Além das ações já
citadas, que atingem os motoristas externos, a Portos do Paraná realiza
campanhas constantes sobre segurança no trânsito, principalmente durante o Maio
Amarelo. Ainda sobre as fiscalizações, a Autoridade Portuária, em sua área de
atuação, verifica o uso do cinto de segurança, as condições dos pneus e do
veículo de modo geral, a documentação do veículo e do condutor e a permissão
para trafegar dentro do porto. Na faixa do cais também há orientações constantes
para o respeito ao limite máximo de velocidade, que não pode exceder 30 km/h”.
A Portos do Paraná
reforça, ainda, que “todos os portuários passam por treinamento antes de
acessar o cais, para evitar qualquer problema de segurança e que incentiva o
uso de veículos em boas condições de conservação e funcionamento”.
Autor/Fonte: Anderson Firmino/A Tribuna
* Esclarecemos que a a publicação é de inteira responsabilidade do autor e do veículo que a divulgou. A nossa missão ao republicar é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor. O espaço está aberto para a manifestação das pessoas e empresas citadas nesta reportagem.



















